vv. 1-5.Nesses momentos, vieram algumas pessoas que lhe contaram o que acontecera com os galileus, cujo sangue Pilatos havia misturado com o das suas vitimas. Tomando a palavra, ele disse: “acreditais que, por terem sofrido tal sorte, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Não vos digo; todavia, se não vos arrependerdes, perecereis tosos do mesmo modo. Ou os dezoito que a torre de Siloé matou em sua queda, julgais que a sua culpa tenha sido maior do que a de todos os habitantes de Jerusalém? Não, eu vos digo; mais se não vos arrependerdes, perecereis todos de modo semelhante”. Se parte de dois fatos acontecidos: o primeiro é a morte de alguns peregrinos galileus da parte de Pilatos o qual sangue misturou com o sangue dos animais sacrificados. O segundo fato é a desgraça da torre de Siloé no qual morreram 18 pessoas. Jesus toma a palavra e interpreta os fatos: A sua palavra contrasta com a interpretação farisaica, e faz a distinção de pecado e punição. “Essas vítimas não são mais pecadores do que todos os outros por ter sofrido tal desgraça ou por ter sofrido tal sorte dentre os galileus, ou melhor não tem nenhuma diferença entre galileus e judeus, vitima dos homens ou da natureza, mas essas desgraças públicas são um convite providencial ao arrependimento, por isso se não vos arrependerdes perecereis todos de modo semelhante”.
vv. 6-9. Contou ainda esta parabola: Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas nao encontrou. Então disse ao vinhateiro: “Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira e nao encontro. Corta-a; por que há de tornar a terra infrutífera?” Ele, porém, respondeu: “Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos... caso contrário, tu o cortarás.” Com esse clima, Jesus aproveita para contar a parábola da figueira estéril, convidando mais uma vez ao arrependimento. É interessante que a figueira é plantada em uma vinha. No tempo de Jesus como ainda hoje, é comum plantar na vinha árvores de frutos. Sabemos que no A:T., vinha e figueira são colocados sempre vizinho uma e a outro como sinal de fecundidade e da paz messiânica (1Mac 14,12; 1Reis 5,5; Miq 4,4; Zac,3,10). A vinha é símbolo do povo de Israel, a falta de frutos da figueira é que não reconheceram a presença de Deus no meio deles. São três anos que o proprietário quer saborear o fruto da árvore, mas agora decide cortar porque é infrutífero. O proprietário no qual é dado o terreno insiste pacientemente para que deixe ainda mais um pouco.
Lc na sua narração manifesta a dose de paciência na qual Deus tem por cada um de nós, quando diz “Ha três anos que venho buscar frutos nesta figueira e não encontro” (v.7), referindo-se aos três anos do ministério de Jesus no qual o Pai manda o seu “Filho amado” (Mc 9,7 ) para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gal 4,5). Três anos enfim significa o tempo de paciência e de misericórdia de Deus. Toda a nossa vida é necessária deixar-se transformar do Amor misericordioso do Senhor.